
Em entrevista exclusiva ao jornal britânico The Mirror, Marlon Jackson, irmão de Michael Jackson, dá detalhes sobre a até então misteriosa cerimônia de enterro do popstar, prevista para acontecer nesta quinta, dia 4, no Glendale Forest Lawn Memorial Park, em Los Angeles, na Califórnia.
O adeus dos filhos
Prince Michael, 12, Paris, 11, and Blanket, 7, escreveram bilhetes com a frase "Papai, nós te amamos, nós sentimos a sua falta", que serão colocados no caixão juntamente com a luva branca, marca registrada do cantor. Para Marlon as crianças estão começando a se recuperar da perda. "Eles estão bem. Estão finalmente aprendadendo a viver com isso. Você nunca supera totalmente algo assim", diz ele.
Peruca e maquiagem
Deitado em um caixão de ouro, Michael usará uma peruca especial na altura dos ombros para ficar com aparência natural. Um artista também fará a maquiagem de Michael, para que ele suba ao palco como se estivesse indo para seu último show.
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Seu hairstylist cuidou dos cabelos e um maquiador o preparou para o grande dia"
Nada de câmeras
Ao contrário da vida de Michael - sempre sob os holofotes - seu enterro será discreto e familiar. A cerimônia de 45 minutos será acompanhada apenas por amigos e familiares, sem a presença da imprensa. O cemitério, cercado por altos muros, estará fechado ao público e para ter acesso ao local todos têm que se identificar.
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Este será o último fechar de cortinas de Michael. Ele pode ter ido embora, mas seu espírito viverá para sempre"
Amigos prestam tributo
A lenda viva do soul Aretha Franklin cantará ao lado do túmulo durante a cerimônia, que será acompanhada também pela amiga Diana Ross e pelo fundador da Motown, Berry Gordy.
Mudança de data
Inicialmente previsto para acontecer no dia 29 de agosto - quando Michael completaria 51 anos - o enterro foi adiado porque a mãe do astro, Katherine, é Testemunha de Jeová e a religião não reconhece aniversários. "Eu queria me despedir dele no dia que Deus o criou, mas mamãe realmente não quis enterrá-lo naquela data", explica Marlon.
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Não acho que ninguém tentou matar Michael de propósito, mas algo aconteceu e, sim, nós da família achamos que foi homicídio"
Apuração das responsabilidades
Marlon responsabiliza o médico, Dr. Conrad Murray, pela morte de Michael. "Ele morreu e alguém deve ser responsabilizado. Conrad Murray era quem estava com ele. E sabe exatamente o que aconteceu (...) Não acho que ninguém tentou matar Michael de propósito, mas algo aconteceu e, sim, nós da família achamos que foi homicídio", afirma.
Marlon (à esquerda) e os irmãos em foto de arquivo
O último encontro
Na entrevista, Marlon se lembra ainda do último encontro com Michael e relembra o outro irmão, Brandon, também já falecido: "Tenho dois irmãos lá no céu agora. Um dia todos vamos nos encontrar lá", diz ele.
Marlon esteve com Michael duas semanas antes de sua morte. "Ele estava bem, brincando e se divertindo com as crianças. Michael fez um grande trabalho na educação delas. Elas não são celebridades", frisa.
Nem mesmo a série de especulaçãoes em torno da verdadeira paternidade dos sobrinhos incomoda Marlon: "Não me importo de onde as crianças vieram. Michael era pai delas, ele as criou desde o nascimento"
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